quinta-feira, 21 de abril de 2016

O quê mudou?


Desde a infância, nos primeiros anos escolares, que aprendemos algumas coisas importantes na história sobre a data de 21 de abril.

É o dia que marca a morte de Tiradentes, também é o dia em que foi inaugurada a bela cidade de Brasília e mais recentemente é o dia da morte de Tancredo Neves.

O Brasil era colônia de Portugal. Trabalhávamos muito para sustentar todo o luxo e riqueza da Corte. A cobrança de impostos era exagerada; pagávamos um quinto de tudo era extraído nas minas de ouro.

Em 21 de abril de 1960 foi inaugurada a cidade de Brasília, construída para ser a sede do Governo Brasileiro.

E em 21 de abril de 1985 morreu Tancredo Neves, primeiro presidente eleito, indiretamente, após a série de Presidentes Militares.

Uma data, um feriado e três comemorações. Tudo seria muito lindo e histórico se não fosse por alguns equívocos:
Comemoramos a morte de homem que talvez tenha sido o boi de piranha de um grupo que representava a voz da população, especialmente dos produtores, que não mais aguentavam pagar tantos impostos e sustentar uma elite que não trabalhava. 

Duzentos e vinte e sete anos depois eu pergunto:
O quê mudou?
Continuamos pagando muitos impostos e sustentando pessoas que não trabalham!
Mudou a carga tributária sim.
Hoje ela é muito maior do que na época da Inconfidência Mineira.
Mudou a quantidade de cargos na Corte; hoje existem muito mais pessoas orbitando no Poder Central vivendo de modo luxuoso e requintado às custas de pessoas de bem, mulheres e homens trabalhadores como eu e você.

A projetada cidade, hoje patrimônio mundial da Unesco, virou palco de tramoias, negociatas e uma sorte infindável de crimes contra o povo.

E Tancredo Neves, o homem que viveu da política e para a política, era uma esperança. Quase virou mito mas aí chegou o Big Brother e a nossa limitada cultura tratou de apagar a história.

Estamos exatamente num momento histórico para o país. Admitimos por longos anos a permanência de carrapatos em nossas vidas. Estamos pálidos, fracos e cansados de tanto que os aracnídeos nos sugaram o sangue. Mas desejo força e determinação para que, definitivamente, tenhamos coragem e condições para extirpar tudo o que nos avilta da justiça, da ordem e do progresso!

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