quinta-feira, 25 de julho de 2013

Reconhecimento


    O jornalista e escritor Caio Fernando de Abreu, que viveu entre 1948 e 1996, escreveu a célebre frase "quem não é visto não é lembrado".

     Pode parecer uma afirmativa tendenciosa para atrair a atenção e investimento das empresas para os meios de comunicação. Toda propaganda, claro, é muito bem vinda especialmente para divulgar e manter acesa e lembrada a sua empresa e a sua marca.

     Mas cabe, aqui, falar que o caráter inicial da frase é outro.

    Faço uma análise desta frase sob a ótica comercial. Qualquer empresa, qualquer marca precisa construir dia-a-dia a sua reputação. E essa boa fama é alicerçada em investimentos, propaganda e, de modo especial, nas suas ações. O mercado está atento a forma como os seus clientes são tratados, se as leis são respeitadas, se a empresa cumpre o que promete, se é transparente e honesta e se atende com carinho e competência.

     A perenidade e a longevidade de qualquer empresa está diretamente ligada a todos estes fatores. E muito mais que os resultados financeiros, o que se constrói de mais importante na vida das empresas é a reputação. Porque só através dela que todos os outros valores e adjetivos são compilados em torno do servir. Servir ao cliente!

     Qualquer empresa que assim proceder terá chances gigantescas de obter sucesso. E este sucesso virá através dos seus clientes que vão falar bem e reconhecer todo o conjunto de ações que vão desde o atendimento até a publicidade fazendo valer a frase "quem não é visto não é lembrado".


Fúlvio Ferreira
Comerciante, palestrante e
consultor em comércio varejista.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Dedique-se!


     O emprego, que era à base que QI, durou pouco, porém a faculdade durou 4 longos anos. As despesas eram pequenas porque ele morava com os pais. Depois da formatura apenas bicos foram os trabalhos daquele novo profissional. Os tempos estavam áridos até que surgiu uma oportunidade: trabalhar numa campanha eleitoral. Além do trimestre de trabalho, algum dinheiro no bolso e muita expectativa de conseguir uma vaga com aquele candidato eleito; ledo engano.

     Mais um período de desemprego; estudos, um concurso e uma aprovação. E uma boa colocação mas um péssimo salário. Até que ele não aguentou mais e saiu. E experimentou novo período sem trabalho. E agora com mais idade, mais distante dos tempos de universitário e com mais desilusões. Aliás, o diploma ainda não foi usado, frustração e tristeza geral!

     Mas eis que depois de 8 semanas, vários currículos entregues e algumas entrevistas surge um trabalho. Muito distante da sua graduação universitária e também das expectativas profissionais e salariais. Mas qual será a razão? Será que a culpa é da cidade? Será que a culpa é da universidade ou do curso? Ou será que a todo tempo faltou foco, determinação e obstinação? A resposta é fácil! Portanto evite ficar de galho em galho, mudar de emprego por conta de pequena vantagem. Tenha, pois, firmeza de propósito, estude muito e se dedique. A recompensa virá, cedo ou tarde!

Fúlvio Ferreira 
Comerciante, palestrante e
consultor em comercio varejista.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dia do Comerciante


     Em 1953 o Presidente do Senado Federal João Café Filho, através do Decreto 2458, instituiu o Dia do Comerciante.

     A data escolhida foi 16 de julho porque é uma homenagem à  José da Silva Lisboa, o Visconde de Cayru que nasceu nesta data em 1756 e morreu no Rio de Janeiro em 20 de agosto de 1835. Ele foi economista, historiador, jurista, publicista e político com destacada importância na época da Independência do Brasil.
Sempre apoiou ardorosamente D. João VI e D. Pedro I. Ocupou diversos cargos na administração econômica e política do Brasil; chegou a ser Deputado e Desembargador.  É dele a iniciativa de criar uma aula de economia política além de ter colaborado diretamente na redação dos decretos que abriram os portos do então Brasil Colônia bem como a suspensão da proibição de se manufaturar qualquer produto em solo brasileiro. Suas ações progressistas colaboraram diretamente com o desenvolvimento da Colônia que criou condições favoráveis à independência do país. Pode e deve, portanto, ser considerado como Pai da indústria e do comércio em nosso país.

     Cabe ao comerciante a função de escoar a produção da agricultura e da indústria ao consumidor final. Esta função de varejista é uma grande criadora de postos de trabalho, geradora de empregos e renda e pagadora de impostos, taxas e tributos.

     Dos fenícios passando pelos mascates até os comerciantes de hoje de todos os portes e tamanhos o comércio exerce grande fascínio na criatividade humana como origem no consumismo. Hoje os comerciantes e, em especial, os profissionais de venda se desdobram em usar conhecimentos, tecnologias e informações para atender os anseios dos seus clientes e superar as suas expectativas sempre com o objetivo principal que é o de servir!

     Fica aqui os cumprimentos a todos os comerciantes.
E que todos os gestores públicos e tecnocratas tenham a visão do Visconde de Cayru e os profissionais do varejo o foco do seu cliente que é o principal alvo do comerciante.

Fúlvio Ferreira
Comerciante, palestrante e
consultor em comércio varejista

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Turistas Permanentes

     
     Estamos na primeira semana de julho e a cidade já percebe um certo esvaziamento provocado pelos estudantes de fora.

     Uberaba é destaque em muitos segmentos e cito aqui o da educação. Os centenários colégios Diocesano e Nossa Senhora das Dores e também  a  Universidade de Uberaba tiveram muita importância no desenvolvimento da nossa cidade, seja como formador de capital intelectual e de mão-de-obra,  seja como elemento de atração de pessoas e famílias que vieram para cá em busca de ensino de qualidade e vislumbrando um futuro melhor.

     Hoje temos instituições de ensino médio e superior da melhor qualidade. Colégios que são referência e faculdades e universidades que atraem muitos estudantes para o nosso município. E estes estudantes são chamados de turistas permanentes porque vivem e consomem aqui. Do aluguel ao combustível, do supermercado ao lazer passando por diversos tipos de serviços além, é claro, da própria escola. Uma parcela significativa destes estudantes gasta muito; alguns pais compram imóveis para seus filhos morarem enquanto estudam e vários,  após formados, constituem famílias e passam a residir definitivamente em nossa cidade.

     Por vezes são barulhentos e festeiros mas é inegável que eles movimentam a vida noturna da cidade e com toda certeza fomentam a vida acadêmica que é o berço de novas idéias tão aguardadas pelas empresas e pela sociedade.

     Que todos os estudantes, do ensino fundamental ao superior,  tenham boas férias assim como todo o corpo docente. E que muito em breve estejam de volta para trazer mais vida à nossa cidade e mais movimento comercial.

Fúlvio Ferreira
Comerciante, palestrante e
consultor em comércio varejista.